segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Atividades realizadas em 11/06 - 24/06 e 31/07/2013

O uso dos jogos em sala de aula como recurso pedagógico na alfabetização/letramento


Este trabalho teve como intuito analisar como os jogos contribuem para a alfabetização/letramento e a importância de se trabalhar os diversos tipos de jogos em sala de aula, pois além de serem metodologias mais coerentes de se trabalhar com crianças, auxiliam para melhores resultados no processo de ensino e aprendizagem contribuindo com o desenvolvimento das funções psíquicas superiores.

O sentido histórico do Jogo decorre do fato de este ser uma construção humana histórica, presente desde a comunidade primitiva até os dias atuais. Por meio de seu caráter histórico pode-se apontar que ele está vinculado à cultura, a forma como o homem produziu sua existência em determinado momento histórico. Os jogos envolvem fatores “[...] sócio-econômicos-culturais [...]” Alves (2003, p.01), pois diz respeito a atividade transformadora da natureza pelo homem, o trabalho.
Para que a utilização do jogo em sala de aula alcance resultados positivos, é necessário o professor estar atento na metodologia que está utilizando, precisa selecionar muito bem qual jogo utilizará e antes de propor o jogo aos alunos é essencial que o conheça, pois se faz necessário a intervenção pedagógica, e o professor só estará apto a realizar esta intervenção se conhecer o material que está utilizando.
Quando se trabalha jogos em sala de aula, o professor auxilia no desenvolvimento do aluno e torna as aulas diferentes, pois não fica apenas em aulas repetitivas e padronizadas nas instituições escolares. O trabalho com  jogos quando bem organizados,  propicia ao educando um desenvolvimento amplo de habilidades como análise, reflexões, levantamento e hipóteses, argumentação e organização que estimulam o raciocínio lógico do aluno, isso ocorre por que quando o aluno joga ele tem a capacidade de resolver problemas e questionar sobre os mesmos, o jogo possibilita uma situação de prazer e aprendizagem ao mesmo tempo.
Os jogos além de estimular a aprendizagem e o desenvolvimento, propiciam ao educando o desenvolvimento da linguagem e a interação entre as crianças, contribui para que cada uma defenda seu ponto de vista, tornando- se um cidadão crítico e consciente. O jogo que antes era visto como descanso ou passatempo pela equipe pedagógica agora começa a ser inserido nas aulas no sentido de uma dimensão lúdica, já que a criança ao jogar desenvolve suas capacidades psíquicas.

Atividades: apresentação de diversos tipos de jogos que podem ser utilizados como recurso didático. Segue abaixo algumas fotos.

 Jogos teatrais

 

Outros
Abáco

Tapete centopeia


Parlendas

CONTRIBUIÇÃO DA ATIVIDADE PARA A FORMAÇÃO DOCENTE

Com este trabalho esperamos contribuir para o aprendizado dos alunos (normalistas) bem como para o nosso próprio aprendizado, enquanto futuras pedagogas, pois é de grande relevância que os jogos não sejam vistos como passatempo em sala de aula, mas sim como um recurso pedagógico que podem contribuir para resultados extraordinários no processo de ensino e aprendizagem.


terça-feira, 30 de abril de 2013

ATIVIDADES REALIZADAS NO DIA 10/04/2013

Paralelo entre a historia da escrita e a hipótese de desenvolvimento da escrita na teoria de Emília Ferreiro

Este trabalho teve como objetivo analisar como ocorreu a evolução da escrita e os níveis de desenvolvimento pelo qual a criança passa, bem como expor os níveis de desenvolvimento pelo qual a criança se apropria da escrita na Teoria de Emília Ferreiro, propondo novas atividades que auxiliem e contribuam no processo de desenvolvimento da escrita da criança.

Breve fundamentos

O processo de desenvolvimento da escrita ocorre em vários níveis na criança, e o professor deve estar atento a esses níveis respeitando o processo de aprendizagem do educando. Algumas atividades podem ser trabalhadas nesse processo de apropriação da escrita tais como: bingo dos nomes, formando palavras, dominó das silabas, pescaria com figuras para serem associadas a faixa do alfabeto, entre outros que podem auxiliar o professor na sala de aula.
A linguagem e a escrita estão presentes em tudo que conhecemos e é algo necessário para nossa convivência no meio social, pois é pela linguagem que o homem estabelece relações uns com os outros.
A história da escrita se caracteriza pela escrita de desenhos que representavam as ideias a realidade e a vida, porém esses desenhos ao longo dos anos foram perdendo alguns de seus traços mais importantes dos objetos que retratavam tornando-se apenas convenção da escrita.
Cagliari (2004) explica que a escrita era dividida por fases que se caracterizam como pictórica que se expressava por desenhos, a fase ideográfica que se apresentava por desenhos especiais denominados ideogramas, já na fase alfabética se caracteriza pelo o uso de letras. Com base nisso a escrita sempre esteve em constante evolução na procura de melhoria para desenvolver sua evolução.

A escrita seja ela qual for sempre foi uma maneira de representar a memória coletiva, religiosa, mágica, cientifica, política, artística, cultural. A invenção do livro e sobretudo da imprensa são grandes marcos da história da humanidade, depois é claro, da própria invenção da escrita. CAGLIARI (2004, p.112).

O docente deve estar atento a todas essas transformações pela qual a escrita passou, para que possa entender que o processo de apropriação da escrita que a criança passa não é algo simples, e escolha de metodologias e atividades que possam contribuir significativamente na aprendizagem devem ser levados em considerações pelo professor.
Segundo Emília Ferreiro a aprendizagem da escrita divide-se em fases ou níveis de representação pelas crianças, ela afirma que a criança também faz desenhos para representar suas ideias e sua realidade.
Ferreiro (1985) afirma que as crianças não aprendem simplesmente porque veem letras escritas e sim porque se propõem a compreender porque essas marcas gráficas são diferentes das outras. Não aprendem simplesmente porque veem e escutam e sim porque elaboram o que recebem, porque trabalham cognitivamente com que o meio lhes oferece “[...] antes de atingir a idade escolar, a criança já aprendeu e assimilou um certo número de técnicas que prepara o caminho para escrita, técnicas que capacita, e que tornaram incomensuravelmente mais fácil aprender o conceito e a técnica da escrita.”
Na escola a criança aprenderá um sistema de signos padronizado, culturalmente elaborado, a aprendizagem da escrita acontece por meio da mediação, o professor é responsável por este processo de mediação. Por isso a importância do professor compreender como acontece a apropriação da escrita pelas crianças com base na teoria de Ferreiro.

PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Os jogos têm um papel social muito importante, ele auxilia no desenvolvimento da cognição do individuo e de algumas faculdades mentais, como: percepção, memória, pensamento, imaginação e linguagem.
Sendo assim foi selecionado para trabalhar com os alunos (normalistas) o bingo dos nomes, jogo de formar palavras e pescaria com figuras.
O bingo dos nomes é uma proposta para a alfabetização, no qual se associa as primeiras fases da Emilia Ferreiro, pois trabalha com o reconhecimento das letras do alfabeto, partindo do próprio nome da criança.



O jogo de formar palavras tem por objetivo trabalhar o funcionamento do sistema alfabético com as crianças, com este jogo, os alunos podem compreender como a palavra é formada. De acordo com a teoria de Emilia Ferreiro, esta atividade pode ser trabalhada na fase pré-silábica e silábica, no qual se insere nos vários níveis de desenvolvimento pelo qual a criança passa.




A atividade da pescaria tem por objetivo auxiliar a criança no reconhecimento das letras do alfabeto e na formação das palavras, contribuindo com o processo de alfabetização do aluno.




CONTRIBUIÇÃO DA ATIVIDADE PARA A FORMAÇÃO DOCENTE

Ao trabalhar a história da escrita em paralelo à teoria de Emília Ferreiro espera-se que os alunos (normalistas) possam compreender o processo de desenvolvimento da criança e os níveis de aprendizado pelos quais a criança passa. 

REFERÊNCIAS:
CAGLIARI, Luiz Carlos. Alfabetização e Linguística. São Paulo, 2004
AZENHA, Maria da Graça. Imagens e Letras; Ferreiro e Luria, duas teorias psicogenéticas. 1995.

FERREIRO, Emília. A representação da linguagem e o processo de alfabetização. São Paulo, 1985.


terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Atividades realizadas em 06/12/2012



A Psicogênese da língua escrita


Este tema tem por objetivo analisar como a criança aprende de acordo com as ideias de Emília Ferreiro, conhecer as fases e níveis da escrita à luz da Psicogênese da Língua Escrita, bem como propiciar aos alunos de formação docente a compreensão da construção da escrita do ponto de vista da Teoria de Piaget e Ferreiro.

Emília Ferreiro, doutora pela Universidade de Genebra, orientanda e colaboradora de Jean Piaget, desenvolveu várias pesquisas sobre a aquisição da linguagem escrita pelas crianças. Ferreiro e Teberoski (1987), após inúmeras pesquisas perceberam que a criança aprende pela representação, pois a ontogênese (origem do homem) repete a filogênese (origem da espécie), por meio de sua psicogênese (origem da psiquê).
Nesse sentido, a criança constrói a linguagem escrita pelos mesmos estágios que a humanidade passou para chegar a língua escrita. Ferreiro não criou um método para ensinar a ler e escrever, mas estudou a forma como a criança constrói esse conhecimento.
Nesse sentido o trabalho sobre a teoria de Emília Ferreiro com os alunos (normalistas) possibilitaram a oportunidade de conhecer um pouco sobre os seus estudos, mostrando que Ferreiro não criou um método para alfabetizar, e sim buscou compreender como a criança aprende.


 Atividade Proposta - Confecção de um bingo pedagógico

 


A confecção do bingo tem como objetivo direcionar o uso de novas metodologias em sala de aula, mostrando que é possível alfabetizar/letrar utilizando-se de outros recursos.

  • Livro com proposta de atividades pedagógicas diferenciadas

FERREIRO, Emília & TEBEROSKI, Ana. A Psicogênese da Língua Escrita. Porto Alegre. RS: Artes Médicas, 1987.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

ATIVIDADES REALIZADAS EM 22/11 e 27/11/2012 NA ESCOLA CAMPO

ORIGENS DOS MÉTODOS E DAS CARTILHAS

O presente tema tem como objetivo entender como os métodos e as cartilhas adentraram às escolas e quais seus pontos positivos e negativos para a apropriação da escrita, bem como fazer uma analise das produções dos métodos de alfabetização, refletindo sobre o modo como as cartilhas/apostilas são utilizadas em sala de aula.

Mortatti (2006) afirma que as disputas pelo domínio de determinados métodos de alfabetização durante vários momentos da educação brasileira, teve como principal destaque as cartilhas como instrumento de concretização dos métodos e conteúdos de ensino.



A partir dos estudos e discussões sobre o tema, a intencionalidade é de fazer com que os alunos da formação docente possam ter uma melhor compreensão sobre os métodos utilizados e seus equívocos, percebendo que se pode inovar a forma metodológica de se trabalhar em sala de aula adequando as necessidades e curiosidades dos educandos ao conteúdo sistematizado.


ATIVIDADES PRÁTICAS


Oficinas com tampas de garrafa pet, caixas de fósforos e faixa do alfabeto (bolsão).

Estes recursos servem de ferramenta pedagógica como apoio em jogos educativos, no qual os educandos de formação docente confeccionaram os materiais para realizarem os jogos.

As atividades tiveram duração de 8 horas/aula, com intuito de mostrar aos alunos de formação docente que existem outras maneiras de alfabetizar/letrando utilizando o lúdico como ferramenta de alfabetização.
Alfabeto movel em tampa de garrafa pet


alfabeto movel em caixa de fosforo


faixa do alfabeto (bolsão)



Objetivos:
 Desenvolver a memorização, a atenção, a concentração e o reconhecimento das letras do alfabeto, no qual os alunos normalistas da escola campo terão a oportunidade de aplicar estas oficinas em seus estágios realizados no Ensino Fundamental e também quando forem professores.